Relacionamento sempre foi um problemão para mim. Embora eu desejasse ardentemente um, me colocava em uma armadura de resolvidona, bem sucedida e salvadora.
O que não percebia, entretanto, era que por trás desse escudo havia uma jovem carente, inocente, em busca de validação e carregando dores que me impeliam a procurar relacionamentos como uma fuga dos meus vazios e complexos de inferioridade.
Os resultados? Cada relacionamento desencadeou uma sensação crescente de desvalorização, a convicção de que eu não era suficiente e uma carência de amor que ecoava em meu interior.
Falar sobre As Ordens do Amor é falar sobre liberdade para criar a nossa própria história.
Antes de tudo, é importante entender que problemas de relacionamento não são problemas de relacionamento.
Todos carregamos as histórias de nossas famílias, algumas leves e outras pesadas. E todo esse passado inconsciente atua em nossas escolhas, incluindo nossa escolha de parceiros.
Bert Hellinger, o renomado psicoterapeuta alemão, descobriu que estamos inseridos em uma consciência coletiva, ligada ao nosso grupo familiar. Somente ao compreender e respeitar as três leis que preservam a alma da família, podemos conquistar a liberdade de moldar nossa própria história.
Com essas leis, podemos escrever uma nova história:
A primeira, a Lei do Pertencimento, quando não respeitada, nos leva inconscientemente a procurar nos relacionamentos o que talvez tenhamos perdido na relação com nossos pais. Quando não aceitamos nossos pais como são e ignoramos os vazios de nossa infância, buscamos no relacionamento o amor parental ausente. Isso resulta em codependência, insatisfação ou exigências excessivas. Pela falta de concordância e gratidão, somos arrastados para a repetição de padrões, tornando-nos prisioneiros do passado.
Quando se trata da Lei da Hierarquia, desconsiderá-la ao nos colocarmos como superiores aos pais por meio de críticas ou dó leva-nos a assumir os fardos do passado. Bert Hellinger afirma que quem tenta assumir os fardos dos outros está fadado ao fracasso. Muitos relacionamentos naufragam porque os parceiros ainda carregam os pesos de suas famílias de origem, impactando a relação conjugal. A postura de superioridade nos leva a abordar os relacionamentos como pai/mãe do parceiro. Julgar o relacionamento dos nossos pais, por sua vez, nos pressiona a repetir os mesmos erros que eles, muitas vezes, piorando a situação.
Em resumo, a Lei da Hierarquia é um convite para honrar o passado, reconhecer a força que dele emana e aceitar os limites de nosso lugar.
Por fim, a Lei do Equilíbrio na Troca é a guardiã da qualidade nos relacionamentos amorosos. Ambos os parceiros precisam ocupar o mesmo nível hierárquico; qualquer desequilíbrio pode ameaçar a relação, gerando conflitos, sobrecarga e até traições. Quem faz demais pelo outro empurra o parceiro para fora do relacionamento. A igualdade na troca preserva a dignidade e mantém a harmonia na relação.
Eu sei que essa dúvida passou pela sua cabeça. Mas se você:
Amar é primordial, mas não é o suficiente.
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Material de Apoio: Caderno de Ativação do Curso “As Ordens do Amor”
Aulas:
Desvendando As Ordens do Amor
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Exercícios Sistêmicos
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Uma experiência completa de quase 3 horas de conteúdo explicativo, sessões práticas e espaço para tirar dúvidas.
Olá, meu nome é Flávia Vascon Shiguematu. Sou casada com o Lincoln e mãe de duas enteadas. Sou uma mulher comum e por isso muito realizada, mas antes disso já estive no papel da "boazinha", "salvadora", "tenho que provar o meu valor" e até "patinho feio". Em meio a essas etiquetas, eu costumava me colocar em situações complicadas quando o assunto eram relacionamentos.
Por trás da fachada de “bem resolvida”, percebi que não me relacionava bem nem com os outros nem comigo mesma. O que eu não sabia na época era que toda a batalha que travava contra mim mesma seria uma potência para reacender um antigo sonho: ajudar pessoas e compartilhar as lições dos meus próprios processos com o mundo.
Cada passo que dei nessa jornada, incluindo as formações com os melhores especialistas, abriu portas para que eu pudesse auxiliar mais de 7 mil pessoas a viverem vidas mais significativas. Aprendendo a resgatar a si mesmas diante dos desafios da vida e a recuperar o amor próprio.
Se eu consegui, acredite, você também pode! Estou aqui para guiar você nessa jornada de autodescoberta e transformação.
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